domingo, 12 de março de 2017

       A Serpente Iniciadora da Jurema do Reino das Águas

          Vicente Medrano.

SUMÁRIO: Nesta sessão com Jurema se desencadeou o conhecimento que uma série de sincronias evoca, onde predominou a presença das Águas e a Serpente da Vida-Morte, e foi marcada pela relatividade do tempo interagindo com a dualidade Observador-Coisa Observada. 





Agora estou ouvindo o galo da madrugada cantar, sendo 03:46 hs, e de certa maneira posso considerar que a sessão de Jurema deste sábado está se prolongando até o momento. Por volta das 17 horas, provindo do sítio e da enxada, tomei a solução de Arruda Síria e meia hora após a da Jurema que haviam sido guardadas na geladeira em vidros escuros e fechadas apenas com toalha de papel e elástico. 

No sítio ( 'Sitio do Sonhar') estamos preparando e escavando alguns tanques, e muitas águas correm por ali, de modo que ter me lembrado de preparar o Ofurô nesta sessão não surpreende. Pra mim é um passo adiante no Conhecimento com Jurema. Em algum momento dessa sessão percebi que não era mais ´sessão com Jurema´, mas que a  coisa toda já fazia parte de minha constituição que estava tão somente em potencial e amortecida... Jurema está sendo tão-somente um canal de acesso e ativação. Mas continua sendo o Portal e toda consideração e gratidão se fazem fundamentais ou a coisa desanda feio. Eu estava decidido a persistir no conhecimento da Coluna como canal e veículo de percepção e consciência, inclusive porque venho aprofundando o conhecimento por meio de publicações referentes ao sistema nervoso central. Iremos apropriadamente redigir uma postagem sobre este conhecimento que Jurema tem me facultado, quando antes, por mais que me dedicasse, o conhecimento era superficial e externo a mim, ia sendo sugado num ralo da mente e restavam somente aspectos práticos para a profissão médica básica diária. Este princípio de ´economia´da mente deixa a desejar, de modo que precisamos gastar tubos de energia pra evocar na prática o conhecimento que a situação exige. Estava meio preocupado se a solução deixada na geladeira tinha ainda poder e se a quantia restante era suficiente. Realmente, neste momento 04:07 hs, ouço a moto do vigia noturno e sua  sua moto buzina espalhafatosa, de modo que sei que o tempo voltou a ser ´normal´, ou seja a Mente voltou a se sincronizar com o tempo social. Havendo tomado um copo de Arruda Síria esperava igual medida de Jurema, dado que havia lido referência de experimentador que a quantia média seria essa, mas o restante somente deu meio copo, e se arruda pouco me causou de desagrado, Jurema me deu um forte golpe de náusea como sempre acontece, entretanto não mais me advieram as desagradáveis náuseas periódicas com esta quantia. A função da náusea me parece ser um solavanco de Jurema sendo ativada e lançada na corrente circulatória, de modo que extrair os taninos pode mesmo reduzir a força de Jurema, mas isso ainda está aberto a avaliação. Estou neste momento ficando com sono, de modo que vou voltar pra cama e tentar adormecer, coisa que durante a sessão foi uma batalha tremenda entre não-dormir e dormir, pfff.

                                                                             

                                                                               


                    Afinal consegui dormir umas quatro horas neste domingo mas tive de acender uma vela... os assaltos sobre a mente esgotada não me permitiriam adormecer. A luz da vela hipnotiza o suficiente, inclusive por reduzir estas manifestações psíquicas que a escuridão possibilita. Aliás não é por nada que o alvo da espiritualidade em geral faz analogia com a luz seu escopo, justamente pois reduz as manifestações mentais que a falta de fonte de luz promove em nós. A noite por exemplo é um útero que tanto pode produzir relaxamento e o ar novo em uma mente carregada, como manifestações perturbadoras e obsessivas. A respeito da luz de vela, nesta sessão foi uma companheira presente o tempo todo, chegando a carregar uma vela branca em minha mão e, mesmo presa no abdome, quando fui deitar após o banho de Ofurô. Em questão de branco, larguei o altar pra trás, nem flores nenhuma disposição especial, só prendi duas ilustrações do Torus circundante na parede e acendi a vela, e acabei indo ligar o Ofurô e buscar viajar pela coluna, mas a sessão tomou rumo próprio. Como referi havia tomado meio copo e até achava que o efeito de Jurema seria irrisório, mas a combinação de músicas Nova Era suaves e hipnóticas e o calor das águas do Ofurô me modificaram a percepção gradualmente e sem náuseas. Eu trouxera outra vela acesa mais o Sal e as Pedras , ficara esfregando nos pés e pernas e isso começou a surtir efeito descarregante. Tive de reduzir o calor da água e não quis ligar o filtro devido ao ruído que provoca,  continuei esfregando sal também no alto das costas e ombros, a cor branco linda do sal foi me levando ao reino do Sonhar gradualmente, sob efeito sutil da Jurema. Os compassos das músicas produziam efeito psicodélico de luzes coloridas em especial, luz de vela salpicados de diamante e brancos rutilantes, e as água do Ofurô adquiria tons multicoloridos e presença mais encorpada e anelante. Acho que a primeira evocação de intento foi Sou Água..., e depois Sou Madeira. Em seguida a evocação Cristo Senhor, Cristo Divino Mestre, a seguir me veio a evocação de Mãe, e veio Myriam de Mágdala como Mãe, eu era filho espiritual de Myriam e de Iéshoua-Cristo como Pai, assim como tem os Filhos de Buda, Filhos de Gandhi, Filhos de Nietzsche, Filhos de Marx, etc... Então as manifestações de Jurema se aprofundaram de modo que sentia que eram minhas manifestações e jurema era tão somente Canal. Buscava aprofundar a percepção da coluna nervosa recostado na parede lateral da tina do Ofurô e apoiando os pés na parede oposta. Me lembrei das pedras e coloquei o cristal de rocha ponteaguda sob o períneo no chakra básico e a pedra de rio pesada sobre o baixo ventre pra ter uma plataforma de apoio e centramento. O Sal sobre os ombros foi esquecido, tentava conectar em alguma parte da coluna enquanto as manifestações psicodélicas potencializadas dividiam minha atenção disputando espaço, mas eu buscava Conhecimento e não distração. Pronto, estava acentuado a dualidade e o confronto! 


Agora mesmo eu estava lavando pratos na cozinha, e senti a recordação de um peso/presença sobre meus ombros e costas que me surgia durante a sessão no Ofurô. Ocorreu que a dualidade eu/outro, objeto interno/externo necessária a emersão da percepção/consciência singular e pessoal me leva a um combate de forças, em a síntese positiva é a ampliação da percepção/consciência, entretanto a força/poder que nos domina instintivamente pressiona a nossa submissão. De tal modo que as águas do Ofurô se tornaram magnéticas, meus membros fora da superfície da água ficavam desagradavelmente frios me forçando a mergulhar na tina,quase em postura deitada, e esta força se me pesava e prendia nos ombros e mesmo no alto da cabeça, como se houvesse um gato estirado sobre ela, pura analogia de sensações passadas. O combate se estabeleceu entre permanecer vigilante no Conhecimento e mergulhar em transe e sono dentro da tina de pau rosa. Então percebe-se que não é ´dormir´ como normalmente, é mergulhar em outra dimensionalidade inconsciente nossa, ser submetido a visões e vivências nas quais somos levados pela vontade e capricho de forças oníricas. Dentro da Jurema não existiria ´dormir´como estamos acostumados, existe mergulhar em uma profundidade da consciência/percepção nebulosa que se manifesta por si mesma. Ao mesmo tempo percebia que precisava descansar os sentidos um minimo possível sem me entregar por completo à força dominante. Busquei os pregos longos que estavam próximos e que uso pra sentir os pontos de acupuntura e os meridianos despertando a atenção ao corpo energético, a partir da planta dos pés, mas fui direto no ponto central do períneo e outro acima da pedra retida no Dan-Tien, no ponto aproximado do Rem-Mai 4 da acupuntura. A pressão conjugada no períneo com o cristal de rocha ponteagudo e a ponta do prego me tornaram mais conectado com meu corpomente. Com uma mão livre busquei sentir a sensação de tração do escroto sobre a vivência psicodélica, e quando torci o membro pra esquerda sentia um puxão dos músculos do períneo, se verificando também ao torcer pra direita, coisa que me causou surpresa a descoberta! Ao mesmo tempo sentia o impulso da corrente de energia a partir dos chakras inferiores subir pela coluna sacral e lombo torácica, alcançar o tronco encefálico e mesencéfalo, inclusive fez-me sentir o tálamos e hipotálamo em razão das sensações com a respiração e odores. Sentia que a energia kundalínica podia subir precocemente demais nos recintos sagrados e adormecidos do cérebro, e isso sabia ser perigoso sumamente para meu equilíbrio mental, como alerta Gopi khrisna nos seus relatos bibliográficos!  A pressão seria esmagadora, já que o cérebro tem a própria galáxia e quiçá o próprio universo nele comprimido, uma pressão esmagadora e enlouquecedora que o todo tenta reconciliar com a serpente do poder dormente em cada um de nós, e raros e poucos se esmeram em reconciliar. Como diz Iéshoua do Evangelho de Tomé: Muitos são chamados, poucos escolhidos, muitos permanecem em volta do poço, raros se decidem a descê-lo.

                   Houve momentos que mergulhado no transe psicodélico cheguei a invocar minha consciência onírica de sonhador pra manter-me minimamente consciente no sonho e não meramente servir de joguete dessa força, como acontece nos sonhos normais. Minha consciência onírica lamentava e mesmo chorava esta divisão irreconciliável, pois precisava manter-se atenta e ao mesmo tempo dormir pra se recuperar da pressão da atenção da vigília! Quando emergia do transe eu sentia que era uma síntese entre forças dialéticas opostas, as que preponderavam na inconsciência da vigília e do sono e as que me levavam a consciência/percepção de minha plenitude potencial, que as luzes, em especial a luz branco rutilante de Cristo e Myriam me atraiam. Entendi que nada era isolado ou protegido, tudo era ocupado por forças, não havia vácuo também no domínio do incognoscível/Espírito, e que o consenso de reciprocidade era uma conquista dialética e um pacto de forças, e que eu/nós éramos uma resultante frágil e volátil desse combate de forças. Quando invocava a Iéslhoua-Myriam alcançava uma paz passageira antes do novo combate e síntese. Esta invocação pra mim é fundamental quando estou em agonia mental, por exemplo de noite assaltado pela multidão de ruídos do mundo e da internet e não consigot conciliar o sono! NADA é capaz na minha fase de abater a força das imagens do mundo e das imagens-pensamento formadas e introjetadas dentro da mente, se não pelo refúgio e redenção que Cristo e Myriam- os símbolos do pai -mãe arquetípicos.  Então, no ofurô,  cada vez mais a força dominante se mostrava mais intensa e explícita, e memória difusas das cenas da tarde no sítio, do rapaz e sua mãe encarregados dos cuidados atuais por lá, vinham e voltavam, e Cristo me mostrava que o rapaz, bem como sua mãe, eram atraídos inconscientemente pela Consciência do Alto, mas estavam no mergulho da inconsciência e resistentes a esta atração, puramente interessados nos proventos do trabalho, e que o rapaz em especial usava seus poderes magnéticos numa tentativa de manter-se nas empreitadas do trabalho, e inconscientemente atraído pela luz da plenitude, como em tudo que é relacionamento humano afinal. Então percebi a volta da percepção de minha idade e da morte envolvente, gestos de descarga dessa força me surgiam com intensidade, meus braços e mãos como se tornavam serpentes da morte e serpentes da vida ao mesmo tempo, uma divisão de dualidade emergia dentro de mim, eu combatia contra mim mesmo, um eu-criança (puer) atemporal se media contra um eu-senectus, os dorsos das mãos e suas pintas ´senis´que os raios do Sol envenenado fazem surgir me pareciam o dorso e cabeça da cobra que o rapaz havia encontrado e aleijado, uma vigorosa caninana que eu havia tentado salvar colocando-a em contato com o alagado próximo. Esta cobra me mostrou afinal a sabedoria de expulsar ou afastar a serpente da morte me levando a retirar as ´cascas da senilidade´, as cascas do tempo aderentes, e projetando-a longe com auxílio da outra mão e dedos apontando pra direção que se quer, para os lados e pra trás. Então a parede do cômodo de banho oscilava e seus nós desenhados na madeira pareciam querer saltar e abrir espaços em outro plano, mas eu buscava resistir e permanecer sobre minha base de ação, nem cá nem lá, nem acordado nem dormindo, mas SONHANDO ACORDADO! Este é o ensinamento dos antigos toltecas desenvolvido nos livros de Carlos Castaneda, em que a conquista do SONHAR é fundamental, um nó de várias pontas oscilante sobre um ponto instável da realidade, e onde as vertentes da realidade cambiam feito vasos comunicantes e paredes virtuais. Neste ponto as músicas já haviam terminado e cada ponto do cômodo parecia portal se expandindo. Pela porta entreaberta a noite parecia estar começando, de modo que por momentos não sabia se anoitecia ou amanhecia e o tempo externo não fazia menor sentido. Fímbria de teias luminosas como dourado rutilante estavam pelo espaço da noite entrevista e se prolongavam dentro do cômodo e na luz da vela.

           Foi com muito custo que consegui em várias tentativas me por em pé e alcançar a toalha, pois a força da Água era tremenda e a força sobre meus ombros e cabeça me faziam permanecer no calor do Ofurô, o frio (que nem seria tanto numa situação normal) era outra força centrípeta que forçava-me permanecer recolhido na Água... consegui limpar com vigor a umidade aderente que parecia mesmo ser uma alga esverdeada e viva e até a toalha tinha força própria e resistência a ser dominada, como acontece comigo com cobertas, roupas e a ação da gravidade sobre objetos intrínsecos da força dominante no mundo. Afinal consegui cambaleando pra fora e as ervas que nós plantamos em latas e no solo, como a alfavaca estavam em auge de seu campo luminoso em desenhos de extraordinário magnetismo! Com ´permissão´ da erva levei uma folhas de seu ramo pra dentro da tina do Ofurô, depois fui esvaziar a bexiga que era outra força que me arrancou da Água, levei uma vela nova comigo pro quarto de dormir escuro, e fiquei deitado com a cabeça recostada no encosto da cama,  espreitando a luz da vela acesa na sala pela porta. Levei horas de combate entre a força da Jurema e a força do sono, de modo que dormia por lapsos, até que consegui com bastante custo me levantar e acender a vela e outro tanto de esforço em proteger a vela de acidente, cada passo arrancado do contexto onírico que passava, surpreendentemente ainda intenso apesar da medida relativamente pequena da solução de Jurema que havia ingerido! Sentia que havia descido ao fundo de mim mesmo, lá onde somos fragmentos somente associados com esforço de intenção, e como a intenção pessoal estava enfraquecida ou reduzida a um aspecto do todo, eu tinha até dificuldade de promover a deglutição da saliva, pois tinha de o fazer conscientemente! Temia assim em um certo momento durante o transe desaprender sequer a respirar, e ter de me alertar lá do fundo de mim mesmo de promover a respiração por esforço consciente! Sim, lá onde começa a realidade, há realidades... e a unidade do eu fica fragmentária como o cérebro também pode trabalhar dessincronicamente com suas camadas em separado, desde o neocórtex ao arquecórtex e seus nucleos neuroniais dispersos pelas níveis inferiores da coluna nervosa... Estava também surpreso que o galo da madrugada não havia cantado uma única vez, nem ouvira o ruído da moto e a sirene do guarda do bairro! A impressão que o tempo havia parado e a intensidade da vivência me fazia acelerar o tempo como um caminhante lento numa paisagem rápida de cinema. Afinal desliguei-me algum tempo e a vela tanto do quarto quanto da sala haviam apagado, sinal que dormira algumas horas! Ao levantar-me sentia fome e quando comecei esta postagem eram apenas 3 horas e meia da madrugada!


                                                                   


Por último deixo que houveram muitos detalhes das vivências aqui resumidas e outras que a mente cansada e de tempo reduzido não recorda no momento, mas que se advierem á memória e forem importantes no relato aqui retorno como pós-escrito. A condensação do tempo na vivência da sessão mostra-me que o tempo é uma dimensão de nossa totalidade existencial, bem como a vida e a morte, e não mera abstração externa da cultura como se impõe na sociedade produtivo-capitalista e nos sistemas ditatoriais à esquerda, e a vida e morte não estão separadas mas conjugantes de nossa existência a cada momento, e que podem ser vistas e sentidas como co-participantes e mesmo reconciliadas num âmbito maior e pleno, e não apenas antagonistas na arena da existência. É muito triste percebermos após uma sessão de Jurema ou de Ayauhaska-sem-dogmas voltarmos ao senso comum e unidimensional psíquico onde as coisas são objetos isolados e nós mesmos objetos de nossa mente estereotipada, cujo paradigma dominante é o do mundo-objeto onde a ilusão da separatividade e a morte anunciada proclamam sua miséria. Um anu-branco me chama pra sua companhia com seus compassos de outro mundo... no entanto nessa tarde apenas ouço um pássaro cantando distante e nada mais. Ou seja, terei de escalar a cada dia as lições de Conhecimento de Jurema pra reinventar vida na morte cotidiana...

PS: Dois dias depois estou avaliando que depois da sessão da Jurema no sábado, no domingo passei anérgico e dando voltas no lugar mas ao final do dia a kundalini deu uma reagida na libido, com um orgasmo similar ao transe que passei em momentos de pico da sessão. Tive dificuldade de conciliar o sono tendo que recorrer à luz da vela pra hipnotizar a atenção. Temia subconscientemente entrar em submissão da consciencia nos sonhos. Nesta segunda de trabalho permaneci estável, apenas sofrendo de passageiros lapsos com detalhes excessivos que estou envolvido, dando certa irritação com o aluvião de obrigações pra sobreviver viável. Só que nesta noite tive um sonho espantoso e curioso de viés sideral, onde curiosamente um político da onda vermelha, Lula surgia vagando pelo espaço sideral como um astronauta sofrendo propulsão entre a terra e a lua, onde uma voz aparentemente dele relatava o sonho, onde descrevia um anel circundando a lua não visto da terra em que Lula afirmava ser semelhante ao de Saturno, e assim, aparecia a imagem de Saturno e seus anéis como que vistos do espaço! Então Lula tem uma vertiginosa entrada na terra e um perigo em aterrizar, e chamando atenção das pessoas sonolentas em suas atividades cotidianas... e eu sentia ao vivo e a cores o sonho e a aterrizagem de Lula, e logo foi improvisada uma entrevista amadora com o ´astronauta´, só que já não era mais Lula mas o titular decano da Estação X que tenho envolvimento, 'Ronesier Correa' dos sonhos... e Ronesier teve dificuldade em relatar a sua epopeia, parecia que desviava do assunto e eu tentava recolocá-lo no contexto, coisa que irritava o querido amigo. Considero esse sonho um resquício de reação da aprisionada consciência do eu-sonhador que despertou um tico de auto-consciência durante a sessão, chorando sua prisão no sono-sonhos comuns, coisa que nem estava com energia pra reconsiderar neste domingo com receio do suplício da insônia. Entre a cruz e a espada! Assim é a luta diante da existência mortal.