Um blog dedicado a aprofundar a dimensão tântrica e holística da sexualidade e do amor, a rede de conexões em diálogo com as culturas que valorizam a totalidade do ser, intentando redimensionar a nagualidade de Cristo como arquétipo e a presença desta totalidade em nós, para além de dualidades e conflitos ego-culturais e religiosos, redescobrindo o poder da liberação da energia sexual dos condicionamentos instintivos e históricos.
sábado, 23 de agosto de 2014
Matriz Um, Centro-Self, Dan-Tien e Dança Cósmica Integrativa.
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| Somos um toróide de energia em fluxo interconectado |
Indo além de nossa auto-concepção cultural, social e conceitualmente articulada: a dança cósmica em Si-Mesmo, despertando a Matriz Um a partir do Centro.
Somos o que pensamos, o que nos ensinaram, o que ousamos, o que a grande cadeia do Ser sonhou e projetou a partir da Matriz UM original e incognoscível racionalmente, mas intuível e sensível, implacável e aterrorizante conforme nossa intenção e poder pessoal e coletivo?
O presente aqui-agora e o além em mim se encontram num ponto além da consciência objetiva.
Os sentidos e a multidimensionalidade do que é percebido no consenso dos sentidos, inclusive a mim mesmo nesta paisagem sensorial, podem ser captados em conjunto. No fazer em que somos jogados no mundo esta potencialidade não é sentida. O objetivo consensual e o além-do-consenso pairam uma dimensionalidade energético-consciencial obscurecida pelas preocupações, pensamentos, pelo fazer. E mais ulteriormente, na raiz de tudo paira a matriz Um, nem energia nem representação ou limite-ser, nenhuma contração da potencialidade na possibilidade dos eventos. Tem modo de expressar tudo isso de um modo mais reduzido? Difícil, se não desejamos deturpar a captação da intuição-energia em que desabrocha a matriz Um que possibilita esta muti-dimensionalidade, mais perceptível pelos sentimentos e menos pelos sentidos e pela mente... Se numa estrada estou a certa velocidade no carro e num momento de silêncio sinto um plus de energia me percorrendo, este transe pode me possibilitar esta trans-percepção em mim-mundo nesta dimensionalidade e a matriz Um de onde emergem os eventos que percebo, ou seja a estrada, os automóveis, o espaço, o tempo, eu mesmo na cena, e o sujeito percebedor em mim. Percebo e crio ao mesmo tempo? Crio por força do intento coletivo consensual? Tenho que manter a direção e prestar atenção no que se desenrola na estrada, mas algo além em mim, motivado pela energia extra que posso estar cultivando com esmero de um questionador, amplia os canais sensoriais para além dos sentidos fragmentários, visão em especial, acrescido também o sentido eu-proprioceptivo em que sou. A percepção passa dentro de um refúgio especial: o silêncio sem questionamento e sem medo, atenção plena.Mas existo para além da estreita cena em que sou neste momento? Cabe então a mim e a nós resgatar e compartilhar esta existência ampliada.
Criador/Criatura, Criador? Criatura? No livro de Robert Charroux revela que graças a uma querela entre o bispo Eusébio de Cesareia e o filósofo grego Porfírio, trechos da obra de Sanconíaton (na tradução direta de Fílon de Alexandria) sobre a cosmogênese Fenícia chegou até nosso conhecimento. Nesta cosmogênese Fenícia, os deuses imortais é que foram criados pelos seres mortais, Mortais estes sejam ou não terrestres...Os extraterrestres eram denominados Tecnités(artesão) e o terrestre Autóctone. Astarte, A Grande, por exemplo, que tinha sobre sua cabeça o sinal da realeza (uma coroa ou um capacete de controle ou comunicação) viajava com um transporte especial. Segundo Sanconíaton, Crono (traduzido em latim é Saturno, chamado Baal ou Bel pelos orientais, ou Hel/Hil pelos fenícios, (e Heliópolis nada teria a ver com o Sol mas com Hel) Crono é um poderoso extraterrestre, filho de Úrano e sua irmã Geia. Interessante na história teogônica Fenícia, os astros e os viventes existem em correspondência, seus ciclos cósmicos e acontecimentos pessoais se interpolam, e os Gregos se apossaram e ornamentaram esta história ancestral fenícia, chegando assim até nós deturpada. Os aliados de Hel (Crono) foram cognominados Elohim, o que corresponde a Cronianos. Foram assim denominados em memória de Crono... Este Crono entrou em contenda com seu progenitor Úrano e exilado em lugar ignorado. Úrano enviou de seu lugar de exílio a filha Astarte (chamada Vênus) com suas de suas irmãs, Reia e Dione, para dar morte a Crono... Os Hebreus, segundo Robert Charroux, portanto, foram iniciados pelos Egípcios e Fenícios, cujos mitos adotaram, alterando-os. Os criadores da civilização, os Elohim, ou `Deuses`, seriam os heróis fenícios de que nos fala o sábio da época, Sanconíaton. Diga-se apenas de passagem, se a história fenícia não seria herança de outra ancestral, a dos Sumerianos, segundo o estudioso Zecharia Sitchin?
Criador? Criatura?
Nas eras/ Antes das mais das eras/ No Mundo/ Surgiu uma criatura/ Diversa/ Diferente das feras/ Pensante/ Sem duvidar do futuro adiante...Faz do seu viver uma luz brilhante/ Ofuscando paz e guerra/ Pra dominar toda terra.../Criador?Criatura? /À semelhança de Deus foi criado/Criador?Criatura? Maravilha mistura?/ Ciência poder e pecado/ Miragem? Delírio? Imagem? Espelho? Pintura?/ Criador ou Criatura? No fundo do abismo desse mundo/ Persiste Deus igual e triste/ Que pensa/ Que há mesmo diferença/ Segura/ Entre quem cria e quem é criatura - do CD Sá & Guarabira & Zé Rodrix.
Matriz UM em processo
Nada como uma dança caótica de movimentos descerebrados,rr... é um processo.
Imaginemos o seguinte: você se dispõe a realizar movimentos respiratórios como já foram postados neste blog, uns quinze minutos diria, talvez ao escurecer e você já se livra de algumas lembranças próximas de forte carga emocional. Então você põe em ação um CD musical-instrumental que evoquem sensibilidade em seu coração. Está num cômodo com espaço livre, quase no escuro, com alguma luz fora do quarto. Suas raízes, pés e mãos estão livres. Você se põe em postura invertida sobre uma base natural para maior contato, por mais algum tempo e até sentir o Coração contactado com a Mente. laço que os sábios taoistas chamavam Shen(Espírito). Para isso primeiro saem as lembranças do dia e as próximas mais emocionais, por fim sente o Pai e Mãe em Si Mesmo e Conecta-se com o Filho em Si Mesmo por meio de Christo Reconciliador, para o qual as Crianças é que são dignas do Reino dos Céus... Então você troca o CD musical-instrumental e põe algum que lhe evoque movimentos energéticos de baixo pra cima e de cima pra baixo, e se põe sentado em postura clássica de meditação, recostado sobre uma parede de madeira, as mãos livres sobre o colo, as perna do modo que lhe for menos tenso.
Você entra dentro de si mesmo e se deixa levar pelas vibrações que os movimentos das músicas lhe provocam. Você liberta sua cabeça e pescoço para seguir como lhe aprouver os movimentos musicais. Sente um lampejo de energia vibracional dentro de seu abdome, a partir de seu centro Dan-Tien, o centro do Corpomente entre o umbigo e o púbis. O impulso da vibração lhe leva a por em contato a parte dianteira da língua em contato com o céu de sua boca e liga os canais anteriores e posteriores de seu campo energético formando a Rota Microcósmica dos ancestrais taoistas. Você deixa sua respiração livre seguindo o curso de suas emoções, deixa os movimentos da cabeça embalados pelas ondas sonoras que sobem por sua coluna nervosa, ou pelo Canal Regencial ou Vaso Governador (Du-Mai), sim, mesmo que você não sinta com clareza, é a coluna nervosa-energética quem se encarrega disso, e deságua nos centros do Cérebro e desce pelo Canal Funcional, ou Vaso Concepção ( Ren-Mai). Movimentos diversos acontecem com a cabeça, giros, ondulações, serpenteamentos, destravando os anéis de couraça do pescoço. Aos poucos você percebe que seus braços e mãos querem participar dos movimentos e permite que eles se alcem em movimentos embalados pelas músicas, soltando a memória dos movimentos expressivos
retrancados. Movimentos de embalar , oscilantes, serpenteantes, espiralados, tóricos... Estes movimentos desatam as correntes de energia internas e provocam a emergência do Tórus de
energia encapsulado e em potencial, quase nunca recordados e despertados. Então você sente necessidade de se elevar do lugar onde está sentado e encostado. Então permite que suas pernas e pés sigam os movimentos dos braços ao seu próprio sabor, completem e levem além os pulsos de energia de seu centro Dan-Tien contactado com seu centro Coração-Mente (Shen), mantém um contato ao mesmo tempo com o ambiente e o chão e com o fluxo de energia-movimento em que vai se tornando, buscando dissolver a percepção de fronteiras e concepções corporais de eu-espaço-tempo. Você faz a dança circular e espiral sagrada em ressonância com seus braços e seu Coração-Mente, você sente seu corpo se contactenar e expandir a si mesmo como um toróide de energia, e mesmo que o CD se interrompa em algum momento ou se encerre, você agora dança sua própria música interior, e vai aprendendo racionalmente com sua memória anímico-emocional. Você não dá a mínima pra pensamentos repressores e críticos-sarcásticos sobre sua conduta e sua performance. Você não está num palco nem tem público, você está redescobrindo o que existe em potencial dentro e em abismos de ancestralidade em você mesmo e reintegrando em nome do amor a Christo, porque sem amor somos um címbalo frio que retine...
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