sábado, 9 de abril de 2016

AS RELIGIÕES SÃO UMA FASE DIALÉTICA DE RESSURGIMENTO DA ALIANÇA DUAL DO PAR ORIGINAL NO CRISTIANISMO DE RAIZ




O par sagrado e arquetípico entre Iéshoua e Myriam de Mágdala que a Igreja Catolico Apostólico Romana reprimiu e esqueceu, inclusive condenou a Madalena ao imaginário de prostituta. Na medida que Madalena é reconduzida a seu verdadeiro status de Consorte e Discípula de Iéshoua, seu papel decisivo e fundamental no cristianismo revolucionário dos primeiros tempos é restabelecido, e o Cristianismo é reconduzido ao par dual Pai-Mãe e a sexualidade será conduzida pela primeira vez a sua significação de elevação e plenificação existencial e Transcendental.



  Um pouco de história, por cerca de quarenta anos na década de 1540, a mulher era destacada dentro da aristocracia, e despontava Catarina de Medicis que recebeu o desafio de governa o reino da França com a morte de seu marido, o rei Henrique II, até que um de seus dois filhos pudesse assumir a monarquia, mas sempre esteve por trás dos assuntos de Estado. Na sequencia, com o estabelecimento da Igreja Católica Apostólica Romana, ICAR, e as cruzadas, as mulheres restabeleceram o comando e a gerência das posses de seus maridos nas cruzadas e no óbito destes, mas aos poucos a ICAR passa a assumir os cuidados das propriedades e tomar posse destas terras e rendas, vindo a acumular sua riqueza atual em nome de um suposto poder espiritual que relate em nome do Cristianismo, e assim a Misogenia da ICAR se expressa enterrando milhares de mulheres em conventos, e mesmo neste ambiente eram bispos e clérigos que gerenciavam. 

    Esta situação em pouco ou nada tem a ver com o núcleo do Cristianismo de Raiz, pois se o dito ´centro espiritual´- a ICAR- é desse exemplo acumulador, imagine o reflexo na sociedade em geral e a constipação crônica que prepara o Capitalismo Concentrador e Monopolista que se avizinha. No cristianismo de rais vemos o simbolismo de um Iéshoua peregrino Hassídico cercado de mulheres e tendo em Myriam de Mágdala seu braço esquerdo confidencial e quiçá Consorte tanto na terra quanto no céu... ou seja, na lei cultural e na Lei Espiritual ad aeternum... rompendo com a linha patriarcal e sacerdotal dos ancestrais judeus, pagando o preço a sangue por isso (como por seu enfrentamento da legitimidade de Roma em ditar o real das relações), ruptura que Iéshoua mostra vacilantemente em aceitar e por na práxis. E continua a cisão nos tempos que correm com a tradição de Israel eterna e na política do Sionismo segregador de Israel, apesar das divergências entre tais tendências. Os registros antigos preservam fragmentos da importância de Myriam de Mágdala mesmo nos evangelhos canonizados pela ICAR, transparecendo a olhos discriminadores sua fundamental participação no drama de Iéshoua assumindo o Cristo ad aeternum, e em especial evangelhos apócrifos, como o de Myriam, e outros  como iniciadora e símbolo da Pitis Sofia da Gnose. 

         Hoje ainda sofremos o dualismo de poder de gêneros entre o masculino-feminino e a política de prisma masculino e fascistóide machista, onde a mulher ao assumir postos de poder geral se vê tangida a adjuvante de uma cultura em que sua sensibilidade feminina e criativa lhe é negada, vemos uma candidata nos EEUU, a Clinton fazendo o ambíquo papel de medusa da qual tudo se espera e nada se prognostica, diferente de seu oponente falastrão claramente caracterizado. Este ano de 2016 será marcante e divisor de águas na política mundial. E no Brasil, estamos sofrendo o golpe de setores conservadores e elites preteridas em eleições passadas, capitaneando um golpe de impeachman da presidente eleita DILMA Rousself, sem bases esclarecidas e comprovadas, por setores retrógrados da Maçonaria vinculada a poderes do Capitalismo Globalizante e Controlador Mundial. A presença estrangeira e transnacional está se infiltrando exponencialmente durante este desgoverno interino e de face golpista com o que de pior existe no centrão corrupto da política promíscua, e ISSO em grande parte devido a incapacidade da esquerda nacional ser deveras impoluta e capaz de superar as contradições de seu questionamento de poder e cultura dominante, e mesmo avaliar devidamente o poder de fogo das instâncias do Capitalismo de Controle Mundial dentro das frágeis estruturas históricas e institucionais do Brasil. Somos uma nação de 500 anos de história e só recentemente entramos no contexto de uma democracia de bases sociais na pirâmide de poder, é praticamente uma infância em comparação ao maquiavelismo da política Anglo-Européia e Norte-Americana. 

   http://www.socialistamorena.com.br/como-a-igreja-arruinou-a-vida-sexual/


sexta-feira, 8 de abril de 2016

                                     O SOFRIMENTO E A SEXUALIDADE 

 

     Existe um certo consenso entre as mulheres que elas mesmas promovem SOFRIMENTO de suas congêneres de sexo, e de modo premeditado se mobilizam seduzindo os consortes de outras, além de que existem uma multidão de mulheres que sustentam seus consortes com o suor do trabalho delas, e em troca são desprezadas por estes que se metem a galantes com outras mulheres. Estes consortes são os tais "chupões", e segundo afirmação de uma conhecida, e existem muitas entre a classe das professoras, por exemplo. Estes chupões se trajam como sedutores de margaridas e saem pra desfilar, enquanto suas esposas ou consortes labutam dia todo no trabalho... se tornam deprimidas e sujeitas a vícios entorpecentes como o cigarro.  Estas sofrem demais com esta situação infeliz de sustentar um consorte "mulherengo". Um jogo de sofrimento sem sentido e relações irresponsáveis entre mulheres e de homens com estas. Mas o que existe por trás desta situação conjugal infeliz e deprimente? Em geral, e quase invariavelmente, está na própria relação sexual o problema do casal.


     Estamos num abismo de sofrimento entre um casal e possíveis relacionamentos entrecruzados, com uma herança cultural de sofrimento e ilusões para nossos descendentes diretos e indiretos, em função da ´educação´ alienada ou pre-dirigida de modo direto ou por exemplos indiretos, de uma prática sexual monopolizada pela desejo romântico (mulheres) e de posse (homens) de objeto sexual para seu gozo pessoal e emocional, o qual direta ou indiretamente está veiculada pelo ímpeto reprodutivo natural que a natureza e os genes programaram de modo sistemático e a cultura condicionou ao longo dos milênios, com marcação pontual da ciência com a pílula anticoncepcional e hodiernamente o HIV, talvez ainda o HPV, dupla de vírus de DST que desponta na atualidade.
Vamos por um momento encarar de modo especial a possibilidade tântrica de relacionamento, sabendo de antemão que ninguém pode interromper de súbito um condicionamento tão visceral quanto a sexualidade e reiniciar um novo caminho de relacionamento. Como tudo é questão de PRÁXIS, ou seja, aprofundamento teórico e pragmático na questão, passar a participação existencial no cotidiano para internalizar uma nova cultura, remando contra a maré do estabelecido socialmente, e como TUDO está interligado, esta realização tântrica passa por interligação com nossa cultura ocidental, neste caso interconectando com a cultura oriental tradicional, esta dos registros de livros, haja visto que a prática nos países de origem está por denegrida e reduzida a um arremedo da tradição. 


Podemos imaginar que nosso casal do preâmbulo pudesse reavaliar a profundo suas inseguranças e frustrações, encarar de frente afinal o espelho fugidio do labirinto onde vivem. As frustrações do leito conjugal despontariam, mas não saberiam como resolver o dilema, SEM uma nova LUZ de perspectiva NÃO se reinaugura um novo ciclo de comportamento e inter-relacionamento, coisa que cursilhos algum de igrejas podem proporcionar exceto adaptações ao status quo social e religioso. Isso pode ser bem recebido para casais de mentalidade onde um casamento vale mais que a felicidade de cada um enquanto pessoa singular. Mas se um casal ou inter-casais, se for passível de existir no caos cultural que estamos acostumados, está na berlinda de um rompimento ou sobrevivendo com sofrimento ao relacionamento, e admitir que a INSATISFAÇÃO tem muito de sua raiz na convivência sexual, e se restar espaço de consideração e afeto um com o outro, então a possibilidade tântrica pode fazer sentido a ambos, com apoio da compreensão mútua e parceria de ideal. O homem precisa admitir sua insuficiência no modo de praticar a sexualidade desde a adolescência, quando sentiu pela primeira vez o espasmo ejaculatório e sentiu êxtase com ISSO e se desejou a REPETIÇÃO da descoberta até a prisão do condicionamento, transferindo para o desejo ao sexo complementar esta manipulação espástica do falo durante o coito, e a mulher precisa aceitar que desde o despontar da infância foi sendo condicionada culturalmente a um papel onde a maternidade reprodutiva tem primazia no imaginário, mesmo que não a exerça por conta de valores sociais e pessoais, e portanto a fecundação de si mesma pelo esperma masculino seja um desejo secreto ou manifesto, e aceitando com naturalidade esta subliminar ou explícita imposição masculina na cama. A partir desta constatação pessoal é possível se traçar novos parâmetros alternativos para com a práxis sexual de ambos, mesmo que a inter-relação sexual se eclipse por alguns períodos de tempos, dado a dialética complicada envolvida, aceitando transplantar o novo em meio a costura do velho condicionamento, como que por períodos e tentativa-erro-acerto, justamente com a humildade que a sabedoria de nossa insuficiência pessoal e cultural permite expressar e a honestidade consigo próprio que precisamos cultivar pra termos acesso ao êxtase tântrico. 

NESTE blog já postamos diversas considerações sobre o modo tântrico de relacionamento e o desenvolvimento de APTIDÃO necessária aos homens, mulheres e CASAL para a reinserção do NOVO dentro da dinâmica cotidiana, gradual e progressivamente. O modo UNOTANTRA possibilita uma perspectiva holística sobre o tantra, RECONECTANTO nossa cultura CRÍSTICA na temática e na práxis, onde a sexualidade tem espaço garantido e valorizado, ao contrário da demanda religiosa moralista e mesmo dos pretensos registros tidos como dogma sagrado, e á fria luz da comparação e excese dos textos, estão eivados de disparidades e mensagens subliminares que os escribas da Igreja Católico-Romana (tida como apostólica- ICAR) estabeleceu. 

     SE observarmos com atenção esta ilustração nos mostra que o conhecimento nos proporciona sempre lados imprevisíveis inclusive funestos e igualmente portas para rodas de oportunidades de renascimentos e relacionamentos. A ignorância nos conduz a escravidão de um sistema automático e manipulado por forças além de nossa capacidade de percepção e compreensão, justamente porque escolhemos a omissão da ignorância, e o SOFRIMENTO SEM SENTIDO é o preço desta acomodação absurda frente a exiguidade do tempo verdadeiramente autêntico de nossa existência passageira neste estado de NEGAÇÃO e auto- Ilusionamento. A própria escalada na consciência/percepção na práxis exige SOFRIMENTO, pois deixamos a acomodação de um ser reduzido e um ente atrofiado com valores culturais e informacionais decadentes e esvaziados, para um estado superlativo de existência holocentrada no Humano em plenitude, mas este sofrimento, ao contrário da submissão cultural dominante, tem SENTIDO. E todo Sentido remonta a nossa original existência em que o centro da espiral existencial é circunscrita na práxis, tal como conceberam afinal os Taoistas (TAO: sentido, caminho) veneráveis da tradição.

Enfim, vamos torcer para que o hipotético casal tenha energia e disposição e deixe de serem personagens de um velho drama tragicômico de consortes no sofrimento sem sentido, para se disporem a reencontrar sua face original e assim reencetarem o caminho da integração pessoal, dual , interpessoal, bem como transpessoal, como se configura o sentido tântrico e holístico da existência reconectada.