O SOFRIMENTO E A SEXUALIDADE

Existe um certo consenso entre as mulheres que elas mesmas promovem SOFRIMENTO de suas congêneres de sexo, e de modo premeditado se mobilizam seduzindo os consortes de outras, além de que existem uma multidão de mulheres que sustentam seus consortes com o suor do trabalho delas, e em troca são desprezadas por estes que se metem a galantes com outras mulheres. Estes consortes são os tais "chupões", e segundo afirmação de uma conhecida, e existem muitas entre a classe das professoras, por exemplo. Estes chupões se trajam como sedutores de margaridas e saem pra desfilar, enquanto suas esposas ou consortes labutam dia todo no trabalho... se tornam deprimidas e sujeitas a vícios entorpecentes como o cigarro. Estas sofrem demais com esta situação infeliz de sustentar um consorte "mulherengo". Um jogo de sofrimento sem sentido e relações irresponsáveis entre mulheres e de homens com estas. Mas o que existe por trás desta situação conjugal infeliz e deprimente? Em geral, e quase invariavelmente, está na própria relação sexual o problema do casal.

Estamos num abismo de sofrimento entre um casal e possíveis relacionamentos entrecruzados, com uma herança cultural de sofrimento e ilusões para nossos descendentes diretos e indiretos, em função da ´educação´ alienada ou pre-dirigida de modo direto ou por exemplos indiretos, de uma prática sexual monopolizada pela desejo romântico (mulheres) e de posse (homens) de objeto sexual para seu gozo pessoal e emocional, o qual direta ou indiretamente está veiculada pelo ímpeto reprodutivo natural que a natureza e os genes programaram de modo sistemático e a cultura condicionou ao longo dos milênios, com marcação pontual da ciência com a pílula anticoncepcional e hodiernamente o HIV, talvez ainda o HPV, dupla de vírus de DST que desponta na atualidade.
Vamos por um momento encarar de modo especial a possibilidade tântrica de relacionamento, sabendo de antemão que ninguém pode interromper de súbito um condicionamento tão visceral quanto a sexualidade e reiniciar um novo caminho de relacionamento. Como tudo é questão de PRÁXIS, ou seja, aprofundamento teórico e pragmático na questão, passar a participação existencial no cotidiano para internalizar uma nova cultura, remando contra a maré do estabelecido socialmente, e como TUDO está interligado, esta realização tântrica passa por interligação com nossa cultura ocidental, neste caso interconectando com a cultura oriental tradicional, esta dos registros de livros, haja visto que a prática nos países de origem está por denegrida e reduzida a um arremedo da tradição.

Podemos imaginar que nosso casal do preâmbulo pudesse reavaliar a profundo suas inseguranças e frustrações, encarar de frente afinal o espelho fugidio do labirinto onde vivem. As frustrações do leito conjugal despontariam, mas não saberiam como resolver o dilema, SEM uma nova LUZ de perspectiva NÃO se reinaugura um novo ciclo de comportamento e inter-relacionamento, coisa que cursilhos algum de igrejas podem proporcionar exceto adaptações ao status quo social e religioso. Isso pode ser bem recebido para casais de mentalidade onde um casamento vale mais que a felicidade de cada um enquanto pessoa singular. Mas se um casal ou inter-casais, se for passível de existir no caos cultural que estamos acostumados, está na berlinda de um rompimento ou sobrevivendo com sofrimento ao relacionamento, e admitir que a INSATISFAÇÃO tem muito de sua raiz na convivência sexual, e se restar espaço de consideração e afeto um com o outro, então a possibilidade tântrica pode fazer sentido a ambos, com apoio da compreensão mútua e parceria de ideal. O homem precisa admitir sua insuficiência no modo de praticar a sexualidade desde a adolescência, quando sentiu pela primeira vez o espasmo ejaculatório e sentiu êxtase com ISSO e se desejou a REPETIÇÃO da descoberta até a prisão do condicionamento, transferindo para o desejo ao sexo complementar esta manipulação espástica do falo durante o coito, e a mulher precisa aceitar que desde o despontar da infância foi sendo condicionada culturalmente a um papel onde a maternidade reprodutiva tem primazia no imaginário, mesmo que não a exerça por conta de valores sociais e pessoais, e portanto a fecundação de si mesma pelo esperma masculino seja um desejo secreto ou manifesto, e aceitando com naturalidade esta subliminar ou explícita imposição masculina na cama. A partir desta constatação pessoal é possível se traçar novos parâmetros alternativos para com a práxis sexual de ambos, mesmo que a inter-relação sexual se eclipse por alguns períodos de tempos, dado a dialética complicada envolvida, aceitando transplantar o novo em meio a costura do velho condicionamento, como que por períodos e tentativa-erro-acerto, justamente com a humildade que a sabedoria de nossa insuficiência pessoal e cultural permite expressar e a honestidade consigo próprio que precisamos cultivar pra termos acesso ao êxtase tântrico.

NESTE blog já postamos diversas considerações sobre o modo tântrico de relacionamento e o desenvolvimento de APTIDÃO necessária aos homens, mulheres e CASAL para a reinserção do NOVO dentro da dinâmica cotidiana, gradual e progressivamente. O modo UNOTANTRA possibilita uma perspectiva holística sobre o tantra, RECONECTANTO nossa cultura CRÍSTICA na temática e na práxis, onde a sexualidade tem espaço garantido e valorizado, ao contrário da demanda religiosa moralista e mesmo dos pretensos registros tidos como dogma sagrado, e á fria luz da comparação e excese dos textos, estão eivados de disparidades e mensagens subliminares que os escribas da Igreja Católico-Romana (tida como apostólica- ICAR) estabeleceu.

SE observarmos com atenção esta ilustração nos mostra que o conhecimento nos proporciona sempre lados imprevisíveis inclusive funestos e igualmente portas para rodas de oportunidades de renascimentos e relacionamentos. A ignorância nos conduz a escravidão de um sistema automático e manipulado por forças além de nossa capacidade de percepção e compreensão, justamente porque escolhemos a omissão da ignorância, e o SOFRIMENTO SEM SENTIDO é o preço desta acomodação absurda frente a exiguidade do tempo verdadeiramente autêntico de nossa existência passageira neste estado de NEGAÇÃO e auto- Ilusionamento. A própria escalada na consciência/percepção na práxis exige SOFRIMENTO, pois deixamos a acomodação de um ser reduzido e um ente atrofiado com valores culturais e informacionais decadentes e esvaziados, para um estado superlativo de existência holocentrada no Humano em plenitude, mas este sofrimento, ao contrário da submissão cultural dominante, tem SENTIDO. E todo Sentido remonta a nossa original existência em que o centro da espiral existencial é circunscrita na práxis, tal como conceberam afinal os Taoistas (TAO: sentido, caminho) veneráveis da tradição.

Enfim, vamos torcer para que o hipotético casal tenha energia e disposição e deixe de serem personagens de um velho drama tragicômico de consortes no sofrimento sem sentido, para se disporem a reencontrar sua face original e assim reencetarem o caminho da integração pessoal, dual , interpessoal, bem como transpessoal, como se configura o sentido tântrico e holístico da existência reconectada.
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