quarta-feira, 13 de julho de 2016

A REDE TÂNTRICO-TAOISTA CRÍSTICA, fundindo as posturas e refletindo na práxis da dualidade.

Horridas nostrae mentis purga tenebras, assim diz a Aurora Consurgens-
citada por Jung no livro-testamento Memória Sonhos Reflexões.
("Purifica as terríveis trevas de nosso espírito", Aurora Consurgens, escrito
alquimista atribuído ao santo Tomás de Aquino).


A práxis é na cama do casal afinal. O trabalho de horário empedernido numa realidade cada vez mais caótica e teleguiada, em que a pessoa mediana praticamente nada pode modificar, só lhe resta o caminho de integração pessoal e interpessoal, ISSO se for capaz de deslindar a REDE de aprisionamento que está submetida aqui-agora pelo carma pessoal, familiar, social, histórico e existencial. E tudo começa num ato de espreita de si mesmo dentro do trânsito do processo, como um motorista aprende a espreitar-se dentro de um labirinto de trânsito em um grande centro urbano, isso se não quiser se estrepar numa encruzilhada qualquer. SE alguém desejar um retorno e reencontro consigo mesmo dentro da práxis diuturna e cotidiana, saberá que NADA está separado e TUDO está num TODO amalgamado sem começo nem fim, saberá das ilusões dos sentidos e da rede cultural-social que molda sua percepção e conhecimento de si e do mundo, enfim um CALEIDOSCÓPIO de uma existência de Proteus metamorfo onde tudo está conectado e embutido em todos, e saberá que tudo é UM. SE algo de legítimo nos trouxe a ´globalização´da agenda neoliberal das corporatocracias mundiais, na sua megalomania de controle e poder, é justamente a POSSIBILIDADE de INTERCONEXÃO entre as culturas diferenciadas e mesmo polaridades aparentes no globo, onde o Cristo Peregrino se encontrou com Lao-Tsé e veneráveis taoistas, Buda, Pántanjali- Yogue e finalmente o tantrismo dualista da grande Mãe (que busca se relaciona com o Absoluto nos pares dialéticos-complementares). 

A cultura destoante desta síntese é o Islamismo Maometano, o qual teria de sofrer uma verdadeira Reforma tão radical a fim de integrar o dualismo execrável que o sustenta, que quiçá restaria os aspectos sublimes de filosofias místicas e pacíficas do islamismo. O escopo fundamental do movimento holo-espiral do Grande Uno é reconhecer a SI MESMO nesta dualidade existencial que fermenta e é a essência de manifestação do próprio movimento, e ISSO se reflete na interação interpessoal, em especial da relação DUAL entre homem-mulher numa conexão conjugal de convivência na práxis diuturna. Não se está excluindo desse âmbito outras relações duais ou poligâmicas, desde que tenham de escopo este realização do Uno em todos os sentidos, embora o desafio é supremo e passa antes em geral pelo sucesso da conexão dual como base de ir além.


Neste sentido e num estágio já avançado de interconexão com o Grande Uno Crístico e interpessoal dual, podemos assim configurar um vislumbre de um momento íntimo de reencontro e reativação da relação, pois em geral SE NÃO TIVERMOS uma imagem dos apogeus da relação íntima, passa desapercebido e desvalorizado, mesmo confundido o processo inteiro. 

Volto pra casa cansado, o trabalho de atenção extenuante e as complicações práticas das exigências constantes que envolvem o trabalho me leva em casa com a mente turbinada e impaciente. Entretanto minha parceira e companhia conjugal também está agitada na suas incumbências tanto rotineiras quanto novos compromissos com estudo e cursos. Ela havia tomado banho e cheirava frescor. A interceptei no corredor e a abracei pelas costas massageando-lhe os seios. Recentemente passei a entender a importância de massagear delicadamente e gradualmente numa espiral com mais pressão os seios da mulher, assim como entendi e passei a Ela a importância de massagear a bolsa escrotal e os testículos do homem antes e durante o intercurso sexual, com isso estimulando ou lentificando o impulso de penetração do períneo masculino. São detalhes que a gente aprende na práxis e não se encontra em literatura de teóricos de plantão, que seguem mais teoria antiga de caráter rígidos, do que os movimentos próprios do contexto relacional. ISSO afinal foi o sinal de nos prepararmos para irmos ao leito. Higiene íntima é em geral indispensável tanto para o parceiro quanto para nossa própria segurança. Neste passageiro intervalo, ainda no processo de higiene, tenho o impulso de realizar uma oração de intercessão para que Cristo Libertador e Reconciliador nos leve, tanto a mim quanto a Ela,  ao reencontro com o pai e mãe originais, a fonte das energias masculinas e femininas em nós mesmos.  No leito desejo que me faça massagem com óleo essenciais de flores a partir dos pés e pelas costas, isso me faz relaxar o sistema nervoso ativo cerebral e transferir-me para o sistema nervoso visceral (simpático-parassimpático, yang-yin) e bastou-me uma massagem gradual e depois mais ativa no falo e seu guardião (os testículos) que a ereção sucedesse. Esta solicitação já me levou a massagear-lhe os seios, ombros, abdome, coxas, costas e pés, levando-a a me direcionar o falo entre suas coxas e ir atritando o bálano em sua Flor Púrpura, enquanto lhe beijava o pescoço e nuca, massageando-lhe as costas e seios, ao ponto que através da fricção do clítoris Ela entrasse em poderosa catarse orgástica. Em aguardo de alguns momentos de êxtase psicodélico orgástico, Ela novamente me agarra pelos testículos e me dirige pra entrada de sua gruta sagrada, e nesta postura de perfil de encaixe, com meu pé apoiando na parede de madeira e a mão me tracionando pelo gradil da cabeceira da cama, continuamos nos massageando e levando o bálano do falo ir bailando na entrada da IONI-Flor Pulsante, e só na medida do desejo de penetração dela, foi levando-me mais a fundo em sua profundo labirinto, até bater-lhe no portão alado, e ir se posicionando mais adequadamente para este mergulho no absoluto da forma desintegrada pela energia/respiração/catarse, o que resultou de passagem em outro pico orgástico dela e um voo meu orgástico de acompanhamento com gemidos, palavras e tremores, e indo mais e mais no processo, friccionando o bálano em seu clítoris através das pregas dos lábios da Flor Púrpura, levando-me ao pico orgástico e catártico num novo vôo psicodélico de imagens e cores caleidoscópicas. E simplesmente tudo sem nenhuma necessidade de impulso ejaculatório de minha parte, nem impulso de fecundamento ejaculatório da parte dela. Enfim, sexo tântrico-taoista em que ambos são forças complementares e unificadas num todo.

Em geral em nossa cultura ocidental, por motivos da submissão que o patriarcalismo tradicional judaico-cristão e posteriormente o falismo fascista dominou a sexualidade tanto do homem como da mulher, é o par masculino que precisa ir além dos condicionamentos atávicos e culturais, retroceder as pegadas do carma impresso na areia movediça da cultura e de nossa formação pessoal , social e histórica, para morrer e renascer em novo âmbito na práxis da sexualidade, e com isso atrair e iniciar o par-parceiro feminino, no caso de alcançarem ambos uma plenitude andrógina, que é o caminho alcançado pelo ultrapassamento de toda a carceragem que temos todos vivido e definhado até os últimos momentos da vida e de nossa energia e vitalidade. 

Na Ìndia em certas modalidades de culto o Falo e a Ioni são cultuados tantricamente como princípios da energia ancestral dual de Bhraman: Shakti e Shiva.


 Sofremos no Ocidente de uma sina que a ICAR- Igreja Catolica Apostólica Romana nos legou, quando SEGREGOU a Mulher da participação direta de direitos fundamentais que aproximariam e tangenciariam uma cura da cisão feminino-masculina na cultura e no interior de nossa psique pessoal e coletiva. Quando cortamos fora cortamos dentro de nós e ISSO se perpetua por gerações, estabelecendo ordens e instituições como teias de aço inexpugnáveis que custam trabalho, sangue e suor para desmantelá-las. Este Misoginismo da ICAR foi alcançado pela suposta preponderância espiritual de seu desígnio, preservando a poder masculino e retrocedendo o poder feminino, este dualista também, visto que se relacionava com a mulher da nobreza praticamente, como Catarina de Médicis que governo a França por 40 anos na decada de 40 em 1500. NO momento NEOTANTRISMO do Ocidente temos a chance de reencontrar as polaridades masculino-feminina nas relações internas e externas entre a mulher e o homem, com uma cultura de participação de ALTERIDADES, em que o aparentemente contraditório faz parte de um contexto mais amplo e de sentido na práxis de uma totalidade sempre holo-espiral em sua manifestação. Ainda alcançaremos a liberdade de manifestação e culto de uma anciã como a India, onde existem centros de culto ao eterno feminino, e não como ainda ocorre entre nós como manifestação meramente descritiva de ciências e feminismo divisionista como reação ao machismo do poder. Entrementes a DIALÉTICA entre as culturas está em curso de transição, e vemos recentemente notícias preocupantes de radicalismo na India, habitualmente um exemplo de tolerância, quando grupos extremistas indus partiram para martirizar comunidades de indianos que aderiram ao cristianismo capitaneado pela ICAR dentro de seu território. Será que o governo da India terá vigor democrático de enfrentar esta falange reacionária radical? Infelizmente, a figura de um Cristo-Peregrino se dissolveu na India, e agora está sendo re-introduzida pela decrépita ICAR por meio de seu ÍCONE paralítico Jesus...


Linda representação da Yoni cultuada em templo da Ìndia

No ocidente esta dialética de contrários complementares ainda é salvaguardada por nossa própria tolerância cristianizada com o divergente e diferente. Não foi Iéslhoua mesmo que advertia seus discípulos e futuros apóstolos que deveriam CONVIVER com o Mundo e sua divergência, entretanto PRESERVAREM sua especificidade espiritual? E mais, SE PRECAVEREM de toda violência para alcançarem seu intento espiritual-cultural-histórico? Está mesmo nos evangelhos da ICAR estas advertências, pois os discípulos não deveriam seguir como os se subordinam aos mandantes do mundo, mas se associarem entre si através do amor a Iéshoua-Cristo e sua missão hassídica de Peregrino do Espirito, em que os derradeiros bens são frutos do Espírito no vir-a-ser da caminhada no contexto da realização no Espirito aqui-agora, uma verdadeira INTEGRAÇÃO holístico-espiral, expressa na auto-denominação de Iéslhoua passa num debate com as autoridades judaicas: Antes de Abraão (tempo/fragmento/divisão/natureza/ego) Eu Sou (atemporal/transcendental/Holos/Inteiro). 






Podemos ler em Memória Sonhos Reflexões de Carl G. Jung, um livro maduro de sua trajetória, que considerava a princípio o fragmento feminino no homem como uma manifestação imatura, e vice-versa em relação ao animus masculino na mulher, e aconselhava a terapia de restituição destes fragmentos inconscientes ao Consciente, preservando a relativa participação dual destas forças e não sua pulverização no ego pessoal. Escreve-nos JUNG: "O mais importante é diferenciar o consciente dos conteúdos do inconsciente. È necessário, por assim dizer, isolar estes últimos, e o modo mais fácil de fazê-lo é personificá-los, estabelecendo depois, a partir da consciência, um, um contato com essas personagens. Apenas dessa maneira é possível diminuir-lhes a potência, sem o que irão exercer seu poder sobre o consciente. Como os conteúdos do inconsciente possuem certo grau de autonomia, esta técnica não oferece dificuldades particulares. Mas outra coisa é familiarizar-se com o fato geral da autonomia dos conteúdos inconscientes. Entretanto nisso reside a possibilidade mesma de uma inter-relação com o inconsciente" (pag. 172).  Apesar que Jung adiante afirma que não mais se relacionava com seu aspecto feminino de modo indireto por esta intermediária, mas através dos sonhos diretamente, ele aconselhava não confiar somente nos registros mentais dos contatos, mas registrar na escrita, evitando as distorções que a anima recalcada é capaz: "Uma vez escritas, as coisas não podiam ser deformadas pela anima, nem poderia ela tecer intrigas."-  Na minha opinião, quão enganado talvez estivesse Jung, quando vemos distorções de todo tipo nas interpretações de escritos e obras, mesmo as dele... As coisas evoluem dentro e fora na espiral do holos incognoscível, e o que vemos hodiernamente é que estes aspectos internos psíquicos serem manifestados ao mesmo tempo por potências no tempo-espaço, tomando vulto de entidade de contorno manifestos no consenso, embora ainda não oficial e estabelecido nas ciências exceto como hipóteses indefinidas. Mas o tempo é a mãe dos fatos... 

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