Um blog dedicado a aprofundar a dimensão tântrica e holística da sexualidade e do amor, a rede de conexões em diálogo com as culturas que valorizam a totalidade do ser, intentando redimensionar a nagualidade de Cristo como arquétipo e a presença desta totalidade em nós, para além de dualidades e conflitos ego-culturais e religiosos, redescobrindo o poder da liberação da energia sexual dos condicionamentos instintivos e históricos.
segunda-feira, 5 de junho de 2017
Sessão de Meditação Noética e Jurema (Mimosa hostilis)
Sessão de meditação noética e JUREMA (mimosa hostilis):uma visão noética da PINEAL
por VICENTE MEDRANO.
Estivemos buscando neste sábado escurecido e frio sair da prisão consensual e da prisão dos sentidos, essa coisa que acontece no Brasil e no Mundo neste maio e junho de 2017, e aprofundar a percepção direta do Sistema Nervoso Central e suas ramificações sutil e sensorial pelo organismo.
Neste vídeo que estivemos gravando no início da sessão mostramos os preparativos e a sessão se prolongou por várias horas, desde as 16 horas às 1:00 da manhã enquanto ainda se ouviam os ruídos da cidade.
A meditação centrada por meio de um cristal de rocha no centro abaixo do Umbigo e acima da Sínfise Púbica (Dan-Tien) me possibilita com a práxis cotidiana uma ampliação da percepção do Silêncio nesta caverna sutil que se abre, e que com a ação da DMT- Dimetil-Triptamina- consigo ampliar de modo radical a percepção pra dentro de um oceano de frequências, e em ressonância com as frequências dos compassos do Ethos Dórico pra meditação profunda. A dificuldade é reconciliar o turbilhão de sensações do organismo sob efeito da DMT contida na JUREMA e a INTENÇÃO focada no Sistema Nervoso, até encontrar uma porta de entrada, que no caso foi a respiração e o batimento cardíaco, adentrando pela caverna inferior do crânio. Buscando reconhecer e sentir as formas e poderes dentro das estruturas do cérebro, recorrendo ao conhecimento mais ou menos sedimentado do estudo, finalmente atingi uma região de ofuscante luz multicolorida, onde a púrpura fosforescente era que mais chamava atenção. Pra mim estava claro que ali estava a PINEAL em seu trono de quatro guardiões, os colículos superiores e inferiores!
Resolvi por impulso aproveitar a chance e continuar circulando pelas avenidas do Cérebro, mas tive dificuldade de encontrar o salão da Hipófise e o Hipotálamo, bem com o Tálamo e os núcleos cinzentos do diencéfalo, com dificuldade alcancei as fibras de intercâmbio do Corpo Caloso entre os Hemisférios. Mas consegui sustentar por algum tempo a sensação/percepção dos dois hemisférios cerebrais, e ao mesmo tempo buscando reconhecer o centro unificado perceptivo desse todo, que segundo estudos recentes de neuroanatomistas pode ser neurônios de extensão cerebral fantástica localizado em parte profunda dos nucleos do diencéfalo ao menos em roedores pesquisados. Como os compassos estavam acentuando demais a frequência da sessão, decidi sair pra fora e respirar antes que anoitecesse, ficando debaixo dos pés de limão e me interagindo com os limoeiros. Naquele momento um simbolizava a mãe e outro o pai, e o odor de suas folhas conseguiu reduzir as náuseas que me acometiam pois havia ingerido um caqui antes da sessão. Sabe-se que os Taninos são nauseantes. Uma golfada de vômito eliminou-me uma espuma do estômago e isso limpou a qualidade da sessão, ampliando o bem estar, as visões e percepções. Estava embaixo dos limoeiros e atrás de mim uma compostagem apodrecendo simbolizando e fazendo presente a morte e o reciclamento de baixo pra cima. Me recordei dos Maias e sua civilização em que o cogumelo alucinógeno Psilocibes (Teonanacatl) era a porta de entrada para reinos da morte-renascimento. Observei bem em detalhes os sinais de vida e morte que os limoeiros mãe e pai me comunicavam, e me recordei da paciente supervisora de uma escola que me afirmou que as águas do rio atrás de sua casa lhe falavam de noite quando estava na cama deitada entre dormindo e acordada... realmente as coisas vivas ou inanimadas FALAM numa comunicação que nós cegos-surdos-insensíveis pelo ruído dos pensamentos e fúria do mundo não mais captamos. Passava de um estado de vigilância atenta a um estado de sonho enquanto ficava agarrado ora nos galhos dos limoeiros, ora num dos pés ora no outro e a percepção pai-mãe-filho ficava modulando a comunicação e imagens. Recordei do tempo de menino em que ficava balouçando num galho de Pessegueiro, e isso me fez girar com ajuda das mãos e braços e sentir a terra sob os pés calçados com couro, os quadris e o falo, o coração e pulmões, enfim o àpice do cérebro nas ascenções do balouço dos braços. Adiante, com o frio nos pés e o escurecer, foi um longo processo de voltar dentro de casa, neste estágio de consciência alterada qualquer decisão não é isenta de consequências, então me pus de genuflexão e reconheci o poder e recebi permissão de retornar pra dentro da sala onde a vela estava iluminando o cenário. Então consegui por um CD onde a batida me convidou a dar os primeiros passos em volta do centro da sala, e isso destravou meu organismo do frio que ameaçava. A alegria é vida e luz circulando em nosso organismo e expulsando o gelo da morte. Duas ou mais vezes segui o compasso das batidas animadas da melodia, até que tive desejo de esvaziar a bexiga, mas lá não consegui relaxar os canais. No quarto consegui me deitar e gradualmente, mergulhado entre estado vigil e sonho aos poucos consegui ficar na postura invertida. Isso acentuou a percepção profunda do cérebro até conseguir estabiliziar a conexão de Shen (Coração-Mente), mas de modo algum o sono ainda me parecia natural. Voltei ao banheiro e novamente não consegui esvaziar o ventre e nem desejei beber dágua por receio. Decidi pegar as agulha de acupuntura, até que deitei-me no divã da biblioteca de estudos, onde tive novas percepções sobre minha vida pessoal e íntima, meti agulha no centro abaixo do umbigo e outros centros básicos dos canais Funcional e Governador, a fim de estimular meus centros fundamentais, permanecendo em transe por algum tempo. Até que voltou-me a disposição de voltar ao quarto e me deitar, pois a vela da sala já estava no seu terço final (era uma vela dessas longas de uns dois palmos e meio). Permaneci deitado debaixo das cobertas mas não reconciliei o sono, ficando naquele transe entre vigilância e sono, enquanto os ruídos da rua se acalmavam e por fim silenciaram.
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