domingo, 8 de junho de 2014

O ato unotântrico na práxis é uma crista da onda integrada no UNO: È um inteiro.- Unotantric act in praxis is a wave´s integrate crest into UNO: it´s a whole.

O ATO UNOTÂNTRICO NA PRÁXIS É UMA CRISTA DA ONDA INTEGRADA NO UNO.


Acho que o romance se torna prioridade quando a pessoa, em geral a mulher, encontra um par que lhe espelha os mais recônditos anseios, pelo geral de proteção de arquétipos parentais e maternos, diverso da grande maioria de homens, criados e educados com o sarcasmo do macho dominador e sacana. Nossa cultura teme a feminilidade subversiva num homem. Então humilha e reprime a sensibilidade no menino. Talvez, num nível mais superficial, isso tenha mudado, ou venha ensejando mudança, na cena atual da cultura, mas não sei até que ponto tem passado para a educação e internalizado pelo homem. A pressão precisa vir da mulher para que o homem saia de sua postura canastrona de pretenso distribuidor de cartas. O mundo como um todo em seu processo piramidal de poder não facilita em nada esse deslocamento da gravidade do poder, equivalência e equidade. Justiça não faz parte do cardápio da elite que desponta no cume da pirâmide do poder, nem entre seus pares, respeitam apenas o dente de sabre do tigre e o poder de seu jogo de cartas. È similar mesmo ao jogo de cartas, quem se endivida perde poder de barganha, é descarnado e desossado. 

De modo geral não acontece a união dual de casais complementares e afinados, pairando muito mais no imaginário cultural que alimenta ideais para dar sentido a vida amarga e carregada de trabalho e rotina, bem como na industria cultural para dar desejo a mercadoria embalada pelo imaginário cultural. O que acontece é o carma herdado e atualizado da civilização e da própria existência geral e humana, carma existencial este que pouco tem a ver com carma ego-onto-reencarnacionista. Aliás, este derivou daquele mais ancestral e essencial. O drama do carma como um todo se desenvolve em cada existência individual ou dual, pessoal e coletiva, seja lá que cultura for do globo. Temos que reencetar e realizar este carma-débito em cada relacionamento humano. Porque o Uno cobra, exige, timtim por timtim de nós e cada ser sua contribuição participativa no processo unificante e na resultante evolutivo-consciencial de sua unidade.

 Abrasax é a imagem simbólica e arquetípica bastante reveladora desta pressão onipresente do Pleroma Gerador e Desintegrador de pessoas, seres e coletividades. 
Abrasax,sua manifestação na consciência se nos afigura como loucura irreconciliável de opostos, assim como para um bebê, em sua fragilidade e dependência, uma mãe é percebida como boa mãe, reprimindo a mãe má dentro de sua consciência, a fim de preservar sua integridade mental e física.

É assim que o drama se desenvolve sempre desde um núcleo ponto zero em cada ciclo da espiral cósmico-arquetípica. Quando chegamos ao um final pleno de um ciclo existencial, esperemos por um desmembramento do êxodo em novo deserto, mesmo que carreguemos nossos trapos e cicatrizes curadas da espiral conectada. E conforme a ruptura do antigo ciclo, realmente seremos obrigados a reencetar uma nova trajetória conjuntural inclusive, novo desafio de trabalho, concurso, emprego, cidade. Lembra mesmo o ciclo de meridianos conectados da acupuntura. 

Um ponto zero de re-encetamento pode ser encontrar ou resgatar (ou melhor ser resgatado) por um par dual bem equidistante do nível consciencial e perceptivo. Anos ou décadas podem ser necessários para uma transdução sincrônica desses vasos comunicantes em processo na espiral existencial holocentrada. E isso inclui necessariamente o fulcro sexual-tantrico(taocognitivo). Anos de relacionamento complexo para uma condução íntima e sexual que espelhe esta transdução sincrônica. 

Na cama em geral se desenvolve o fulcro do drama cármico que se abre á espiral holocentrada pelo intercurso tântrico-taocognitivo. Na civilização alieno-alienígena que estamos mergulhados ninguém pode viver no ritmo do tao, apesar de muitos profissionais e gurus se considerarem como tais, como um fiel pode ficar doutrinado e auto-convencido. Porisso o arquétipo do "hassídico da galiléia" peregrinando em seu êxodo pelo deserto do mundo, está conclamando a boa-nova da plenitude potencial do vir-a-ser espiral holocentrado, esta taognose da práxis aqui-agora, vivendo na história em passagem pela transitoriedade de si e do outro-mundo, é aclamado aqui como o mais autêntico espelho da imagem do Inteiro acessível a nós por meio de Cristo, o Anthropos vivo em nossa raiz cultural e nosso destino ontológico.  

A partir de um nível de relacionamento e domínio tântrico, um homem e uma mulher se encontram em uma unidade tântrica, embora não seja taognóstica e assim em descompasso com o holocentramento em Cristo-Self. O intercurso pode adquirir enfim um movimento que seja a resurgência do movimento taoespiralado, sem que a divisão cérebro-cultural( e alienodominante) se interponha na unificação corpomental tântrica. Realizar no ato o intercurso do Um andrógino faz prenúncio do misterium coniuctionis ao longo da espiral holôntica. Os genitais se tornam o portal de entrada, e não apenas a porta de acesso, onde desempenham o orgasmo tântrico auto-regulado do auroborus espiral, o que pulsa em espirais na resultante do Uno. 


Entrar e sair, sem deixar de se conectar, sem romper o contato com o uno andrógino, mesmo na desarmonia superficial de egos defasados, mas unidos por nome e amor correlativo a Cristo, nem que seja por conexão de um dos pares, dado a diferença já referida de ambos no carma existencial integrado, os genitais se tornam o portal desta alquimia holocentrada por meio da energia tântrica frutificada na práxis integrada a passagem pela ponte do mundo. 

Um casal pode estar em íntimo e intenso intercurso e um ser o portal do outro no acesso ao orgasmo andrógino do misterium coniuctionis. Um êxtase orgástico pleno de fluidos energèticos intercambiados. A yoni, gruta sagrada viva, é penetrada e abraça em íntima ressonância o lingam-falo despertador. O próprio processo indica o movimento integrado para manter acesso a chama do intercurso tântrico . Quando necessário, cabe ao homem tracionar um ou outro ovo de jade o suficiente para se resguardar da premência da ejaculação, respirar-aspirar, empregar esta ou aquela contração(bandha), puxar ou empurrar, agarrar e tracionar ou estirar alguma porção do corpomente integrado, é intuição-inspiração de momento, que resulta em manter a chama sagrada do êxtase do Um Androgineu.
O tantrismo taoista é profícuo nas descrições das posturas e os embeleza com nomes poéticos, bem no espírito taoista: União Ìntima, Chifre do Unicórnio,Ligação Ìntima, Peixe-lua, Bicho-da-seda tecendo casulo,Dragão Invertido e tais. 

   Um longo processo de integração com nossos princípios existenciais, entre não-ser e ser, isso deságua num intercurso tântrico, especialmente se Cristo, o arquétipo do Inteiro Anthropos, estiver holocentrado. O pai, a mãe primordiais em nós, a água, o peixe, os ossos, o sexo, o bebê, o fogo, a luz, o coração, a energia em radiãncia, a terra, o sangue, a carne, a madeira, a árvore, o verde, a geração, a fecundação, o metal, o ar,  o som, a transmutação, o cristal, a pedra.  
Somos água, peixe, criança, madeira, árvore, calor, fogo, coração, sangue, luz, terra, vísceras, ar, cristal, metal , amor, movimento,transmutação, morte, renascimento, ressurreição.

SE sou o que invoco, pela palavra do coração, de bebê em conexão com o pai-mãe primordiais, se perco as fronteiras e me dissolvo na palavra, no som, no sentimento invocado, na imagem-pensamento desse sentimento original, as forças em mim recebem a primazia deste encanto, a cura se encaminha pela restituição do Inteiro em Cristo. Invoco o sangue, a água, o amor, a terra, o corpo, a energia luz, o fogo, a geração-madeira, o ar-espírito, o hálito, a palavra de Cristo Reconciliador, eis que o misterium coniunctionis é invocado no tempo-espaço por meio de mim em Cristo.

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