O Turbilhão de JUREMA- O carrossel é para os fortes e flexíveis- Parte III
Um resumo: Por uma série de estimativas significativas decidi beber do Vegetal JUREMA uma terceira sessão e buscar aprofundar o conhecimento iniciado na segunda sessão que diz respeito a Coluna Vértebro-Nervosa. Havia inciado lá de baixo, dos degraus da Coluna Sacra. E foi assim no início, mas a pretendida coerência foi pro espaço certo momento pois a força da Jurema estava expandida pra além da participação, e por sincronismo iniciatório um grupo de candomblé nas proximidades estava entrando direto na minha percepção e tornava insuportável a força do altar de flores e elementais que eu tivera inspiração de reunir. Passei algumas horas lá fora de casa em oculto nas sombras e buscando regular o tremendo puxão que Jurema e o som alucinante do atabaque do candomblé me atingia. Pra mim foi uma iniciação de tudo-nada em que eu tinha de aprender a CIRCULAR o Qi da Kundalini ascendendo pela coluna e descendo pelo canal funcional anterior. Como nunca, as advertências do venerável Gopi Krishna fizeram todo sentido, como também as lições da integração da rota celestial dos Taoistas, a práxis que integra a acupuntura e a sobriedade do caminho tolteca que me foram-me fundamentais.

Num sábado decidi-me tomar novamente o Vegetal da Jurema pra marcar o dia que o tão almejado poço semi-artesiano ficara instalado no meu "sitio do Sonhar". Preparei um altar pra Jurema-Myriam de Magdala caprichado com flores do jardim cultivado, sal, vela alva, arroz e pedras, símbolos de poder, luz, beleza, natureza, pureza. Decidi-me vestir de branco como forma de proteção e sentido do Conhecimento. Nunca esperaria que tal predisposição pudesse me flanquear pra intrusão de forças umbandistas! Preparei a cadeira e o tapete de fibras, mas este nem foi utilizado pois tive de caminhar ao seu redor pra ir adiante dessas forças intrusas que me caçavam. Tomei um copo da Arruda Síria e meia hora depois da Jurema, iluminei o altar de baixo pra cima e pus em som um CD de Meditação com musicas suaves. Aos poucos me surgiram ressonâncias com as frequências musicais ma eu buscava mesmo era a práxis do Conhecimento tal como iniciado pelos graus da Coluna Nervosa na sessão anterior e ao mesmo tempo que o conhecimento fosse circular na espiral dos canais posterior e anterior do Corpomente. Um impulso de sair e andar me fez andar em círculo ao redor do tapete de sisal, mas ocorreu que os vizinhos do lado direito da casa, mãe e filho, voltaram a discussão iniciada na tarde, já sendo 21 horas da noite. Diante do altar de Jurema com as pulsações e sintomas da ação da DMT, tive o impulso de aspergir na direção dos vizinhos conflitantes um pouco do Sal, da Àgua e do Arroz na intenção de depurá-los do ódio. Jurema me fez descobrir figuras na palma da mão quando fechava os dedos sobre o sal a cada vez que aspergia o sal para os lados dos litigantes. Foi algo de inusitado e encantador as figuras de sal surgidas pelas dobras da mão! Também enviava por vezes a da palma da mão um arco-íris de cores na direção de seus gritos, até que ouvi a voz de um menino e alguém masculino insistindo que fosse tomar banho ou algo assim. Depois que se acalmaram, estava ouvindo um batuque distante se confundindo com as músicas do CD de meditação, e ao terminar as faixas o batuque de ritmo candomblé só aumentava a força de Jurema, levando-me a sentir náuseas e ondas de ascensão da Kundalini querendo me afogar a lucidez. Permaneci neste combate tentando me centrar e me distanciar da força me forçando a andar com dificuldade ao redor do tapete, conseguindo passos mais soltos e não tão maquinais. Mas as ondas da Kundalini não circulavam e não conseguia me distanciar no âmbito do Conhecimento como pretendia, ouvindo cada vez mais nitidamente a força dos batuques das imediações. Se encarava os desenhos em homenagem a Jurema postos na parede, eles ganhavam dimensões dinâmicas e pulsações nauseantes, buscava na luz da vela ampliar a percepção de meu campo espiral de proteção, até que decidi sair daquela ambientação e ir respirar ar puro na cozinha anexa às sombras. Pela janela aberta a lua estava cheia e poderosa! Mesmo o ar da noite entrando-me nos pulmões não me aliviava a aflição, e então as ondas da lua cheia me atingiram de cheio! Eram ondas fortes e malévolas me afligindo e atraindo minha atenção, me fazendo ver todo o ambiente escuro preenchido de micro olhinhos como aqueles reflexos de globo de luz negra! Reconheci neste manto de olhinhos os desenhos psicodélicos de páginas correlatas. Recordei-me de passagem de meu 'sonho sideral' de 1977 com as duas forças siderais gêmeas alienígenas, e temendo consegui sair do campo de visão da luz cheia! Estava sem saída, aos poucos entendi que deveria sair pra fora da casa e entrar em contato direto com a terra, as plantas e o ar da noite! Eu estava todo de branco e as meias brancas em contato com a terra era de contraste psicodélico notável. Não dava pra encarar a trombeleira lilás (datura sp) pois suas flores me vazia entrar em transe psicodélico e isso eu temia naquele momento dado o batuque do candomblé e a exposição lá fora. Diante de mim estava a janela de vidro fechada com os reflexos da televisor do vizinho da esquerda. Tive de me afastar debaixo da garagem e fiquei entre o carro e de costas apoiada na parede de madeira da casa, ao mesmo tempo que sentida o chão e as pedras em contato com meus pés e meias brancas. Me lembrei de levar agulhas de acupuntura ao sair pra fora e decidi agulhar alguns pontos Terra da acupuntura nas pernas que me trouxessem lucidez e contato, mas realmente os batuques estavam alucinantes e poderosos. Nisso vi um carro da Rone militar passando lentamente na frente de casa. Receei que me vissem mesmo no escuro devido ao reflexo da cor branca da roupa, e desconfiassem pois eu não tinha como me explicar nem mesmo seria capaz de articular uma frase com sentido! Eles estavam provavelmente dando voltas nas imediações devido ao batuque de boa altura do candomblé. Fui me arrastando com dificuldade atrás do carro e nesse momento ouvi a sirene do vigia da rua com sua moto. Que sufoco! rr...Não poderia nem se quisesse saudar o vigia devido a intensa força da kundalini despertada por Jurema ao som do atabaque. A belina preto-amarelada da Rone retornava outra vez de passagem à frente da casa, então decidi sair me arrastar mais retirado ao fundo, enquanto isso o vizinho da televisão acendera a luz do banheiro e eu receava que ele ouvindo ruídos ao lado abrisse a janela! rr... Aspirei o cheiro do alecrim e isso não me fez clareza mental, pois seu cheiro possante me fazia sonhar. Afinal fiquei novamente recostado na parede da casa mais ao fundo e ainda longe da influência da luz da lua cheia, e por fim o vizinho desligou as luzes e me pareceu que estava despachado pro mundo do sono! Os dois atabaques cessaram por momentos e um vozerio de comemoração e entusiasmo me chegou aos ouvidos, mas minhas esperanças se foram pois em pouco os batuques reiniciaram assustadoramente mais intensos e possessos! Caramba! Agachei-me de cócoras e retirei as agulhas das pernas, e tentei prestar mais atenção às plantas nas vizinhanças pra desviar do poder magnético do ritmos dos atabaques! Com surpresa o perfume das folhas da pocan, uma tangerina perfumada, me trouxe frescor purificante e paz que tanto necessitava! O pé de pocan se tornou uma presença mágica, singular, especial, uma árvore amiga e empática! Ficamos assim umas poucas horas e eu solicitando seu perfume quando as coisas apertavam na visagem, até que a força de Jurema reduzisse mesmo com o atabaque do candomblé ainda em vigência. Estava meio esgotado e tentei me recolher em casa, mas ainda assim os possessos do batuque me castigavam lá dentro, mesmo no meu quarto e tentando postura invertida pra aliviar a pressão. Troquei de CD por pura intuição, umas faixas de Etho Dórico de 240 hz, sons de mar profundo e assim consegui me relaxar e afastar a atenção das intrusões do candomblé. Daí retornei a cozinha e guardei os vidros do Vegetal na geladeira, e voltei ficar recolhido buscando me centrar através do Dan-Tien no leito da cama. Não dormi, mas entrei em transe sem sonhos. Com as agulhas de acupuntura tentei craniopuntura pra reduzir o excesso de Yang da Kundalini, e voltei gradualmente a adormecer. Pra mim, esta sessão foi uma iniciação nos primeiros graus do Conhecimento da Kundalini da base da Coluna e a persistência em circulá-la pela órbita sagrada da espiral do Casulo Energético é essencial, me centrando em Cristo Nosso Senhor e Salvador, na Luz de Myriam de Magdala, nossa intercessora e inciadora.
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