domingo, 6 de janeiro de 2013

Tantra: nem neo nem maithuna, mas unotantra crístico


mulher-natureza,Tibagi.Arte:Dinarte Araujo Neto

Quem desconfia que nossa prática sexual tem algo de esquisito e impulsivo, se sente mais joguete de forças sobre as quais não tem domínio, forças que desde cedo acossam a criança, a meninice e juventude além, especialmente os homens, talvez tenha divagado em como seria o comportamento diferente do normal e do natural no sexo, enfim aquele que somos pressionados a jogar ao longo dos relacionamentos, coisa que papai e mamãe, ancestrais, amigos e ascendentes futuros vão jogar até a morte. Então buscamos alternativas românticas, psicológicas e filosóficas ao que está aí, e tudo se reduz ao intercurso normal com variações do mesmo. Daí talvez deparemos com leituras(alguns em viagens) de práticas de outras culturas na India, China e próximas, e que alguns 'importam' e vendem como mercadorias tipo 'massagens tântricas', cursos para casais tantricos e por ai vai. Inclusive agora tem um 'neotantra', introduzido pelo saudoso dr José Gaiarsa, mas logo apropriado por 'mestres de maithuna ritualizado, mesa branca do tantra, com uma tonelada de rituais e mantras, coisa que enquadra em estereótipos a libido. Tive uma dramática iniciação no tantra há uns 25 anos atrás para salvar minha própria energia sexual da falência anunciada, e a busca ampliou holisticamente o tantra pelas camadas arquetípicas soterradas na libido kundalínica, até que o arquétipo central do Self, Cristo, fosse centralizado em meu ser e resgatasse o tantra da obsessão e exclusividade na psique. O tantra deve ser um instrumento e não o senhor de nossa energia e psique. Neste blog pretenderei levar o tema em amplos aspectos de práxis holística e não manuais práticos que servem para objetificação e dualidade interesseira. Que a luz de Cristo resplandeça em nós!

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